
Adoro a conjunção e! Simples, curta, coordenativa, aditiva.
Ela não subordina, apenas une, soma, aumenta lindamente as coisas, as pessoas, a vida.
Acho que em algum outro texto, já disse que sou dada ao tradicional, se não disse, falo agora. Essa história de ficar mudando o papel das coisas ou das pessoas pode trazer complicações pelo menos é esse o meu ponto de vista. Veja o caso da nossa amiga conjunção coordenativa aditiva.
Classificada originariamente como conjunção coordenativa aditiva o E, essa palavrinha que de tão pequena pode ser confundida com uma simples vogal, quando mal utilizada, pode transformar-se na perigosa conjunção adversativa.
Aditivo é bom, une o semelhante, agrega.
Gosto das pessoas aditivas, elas unem sem maiores interesses. Não acolhem os outros pelas suas qualidades ou capacidade financeira, apenas acolhem e procuram nos inserir em suas vidas de forma generosa.
Claro que pessoas aditivas não estão dando sopa por aí, mas se olharmos com atenção, veremos que ainda há muitas pessoas assim.
Um problema é quando o E passa a ter uma postura adversativa, aí o bicho pega. Não que o adversativo seja ruim, mas ele desestabiliza. A querida conjunção antes agregadora, agora passa a repelir.
Os opostos precisam conviver e há quem diga que os opostos se complementam, mas a harmonia fica prejudicada na adversidade, por isso gosto tanto das coisas no lugar. Aditivo, adicione.
É possível encontrar pessoas adversativas aos montes por aí. Em geral as reconhecemos por sua capacidade de interferir na rotina dos outros(oposição é fogo); eles não excluem, apenas causam tumulto e ao fazerem isso retardam a caminhada que a adição vinha traçando tranquilamente.
Uma amiga querida ultra aditiva tem um marido adversativo.
Ele não é mal, apenas retarda a caminhada dessa amiga.
Ele não é mal, apenas retarda a caminhada dessa amiga.
Juntos há alguns anos, ela se preocupa com a dificuldade de engravidar, a idade é um complicador para mulher. Como a situação financeira dos dois é estável(se é que em tempos de crise isso é possível) ela pensa em engravidar em 2012. Ela quer adicionar algo a relação.
_ E se engravidarmos agora?
_ Não sei...e se a gravidez não for tranquila? E se nos preparássemos primeiro para essa mudança?...
E assim nada acontece e ela vai retardando seu caminho...
Só uma pergunta: como alguém se prepara para ter um filho? Pega um temporário para ver se dá conta?
Mil vezes a boa e velha conjunção aditiva, ela é tradicional, eu sei, mas às vezes essa rotina do tradicional é boa também.
Um abraço aditivo.
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