"Quando tudo está perdido
sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
sempre existe uma luz"...
(Legião Urbana)
Hoje a tristeza não é passageira, peço licença aos amigos para abrir meu coração por um momento, acabei de ler a notícia sobre a morte do cartunista Glauco, da Folha de São Paulo. Senti um aperto, uma tristeza, uma ausência de esperança que me assustou.
Será que vai terminar assim, a gente refém da minoria, sim, porque esses bandidos são minoria, embora pareça que não.
São milhares de famílias destruídas por esses monstros sem coração que não conhecem o valor da vida humana.
Há oito anos, perdi meu irmão mais novo, na época com 19 anos, em um assalto. Ele chegava para dormir no quartel (era cadete do corpo de bombeiro) quando anunciaram o assalto e ele reagiu.
Morreu com três tiros.
A família, essa carrega até hoje a dor, a revolta pela perda brusca de um menino que acreditava na justiça e que se ele fizesse tudo certo, estudasse, trabalhasse, tudo daria certo no final.
Nesse ano, o pai de um amigo querido que muito nos ajudou na época da morte do nosso irmão, morreu ao ter sua casa invadida por bandidos e tentar defender os filhos, menores. Poderia ficar aqui dias escrevendo e descrevendo as sensações, os desesperos, mas não vou.
À família do cartunista, à mãe do lutador morto em Santa Cruz, à mãe do João Hélio, à mãe do meu irmão e a todas as pessoas que passaram por essa situação, pois não dá para enumerar aqui, meu sincero voto de paz, que algum dia vocês possam tirar essa sombra que escurece os dias de sol.
Eu tenho um filho homem e não quero perdê-lo para nenhum assaltante que não conhece o amor, ou a sensação de ser amado ou amar. Quem ama, cuida, protege, educa, valoriza o outro.
A minha ideia, agora sem acento, pois os ditongos abertos em palavras paroxítonas não devem ser acentuados, é que as mães devem juntar-se e cumprir o seu papel, AMAR!
Amem seus filhos, eduquem seus filhos, ensinem a eles a perdoar, a cuidar do outro, a valorizar o ser humano, pois acredito que assim, talvez, possamos algum dia, não viver com tanta frequencia essas dores.
Peço sobre tudo às mães mais carentes que aceitem esse desafio, pois mostrar um horizonte de amor ao filho, quando não se tem o que comer ou vestir e a realidade ao seu redor só propaga dor e humilhação, essa tarefa se torna quase desumana, uma batalha que somente as mais fortes e mais dedicadas conseguirão desenvolver.
Vamos tentar, vamos vencer essa minoria, não tenho respostas, só perguntas, mas vamos tentar. Amem!
Avs
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