quinta-feira, 29 de setembro de 2011

E eu?




Cansada.
Essa palavra é a mais dita ao longo do dia por muita gente, mas essa gente toda anda cansada de que?
Cansada de levantar todos os dias e ir ao trabalho? Cansada de não ter dinheiro para fazer as coisas de que gosta? Cansada de não receber o amor que merece? Então morre!
Corro o risco de parecer intransigente e até rude, mas a vida é isso aí, minha gente,muita coisa para fazer.
Penso que o que podemos é tentar fazê-la melhor, mais leve.É olhar com benevolência para as coisas. Longe de mim ser uma otimista, aqueles que me conhecem sabem que também ando cansada(rs).
Ando cansada de tanta reclamação, tanto lamento, tanta falta de coleguismo. Geração mais egocêntrica essa!
Vamos olhar para o lado!
Vamos distribuir amor, compreensão. Olhemos para o outro como gostaríamos que olhassem para nossa pessoa.
Ontem um aluno saiu de minha sala aos gritos porque simplesmente não conseguia ouvir o que eu estava dizendo.
ELE tinha se aborrecido no trabalho, ELE estava defendendo os interesses da sala, ELE estava cansado para fazer a prova e ELE achava que eu deveria considerar essas informações(diga-se de passagem, só me foi informado posteriormente).
E eu?
Eu trabalhei a manhã inteira com dor,eu tenho prazo para postagem de nota, eu deixei meu filho com uma estranha para não faltar ao compromisso com a turma. E aí. como faz?
Não faz. cada um faz a sua parte com a maior boa vontade possível e tudo dará certo.
Fica aqui a minha solicitação: - Antes de gritar e esbravejar, peça com educação, talvez você consiga abrir mais portas. Antes de falar do seu grave problema ou do seu péssimo dia, tente escutar como foi o dia do seu interlocutor. Quem sabe tenha sido mais pesado que o seu.
Um abraço com o coração.
AVS

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O pedaço


Um a um os pedaços que faziam parte do que eu era foram caindo sem que eu pudesse fazer alguma coisa.
A tarefa agora muito me apraz. Começar um novo quebra-cabeça de mim...
Sejam bem-vindos todos aqueles que passarão a compor essa nova existência temporária de mim.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reflexão


Quero convidá-los a pensar comigo sobre o papel do aprendizado de língua Portuguesa em nossas vidas, brasileiros natos que somos essa prática não se justificaria.
Por que estudar teoria se há em nós uma capacidade natural em expressar-se em língua materna? Por que palavras e frases precisam ser despedaçadas em pequenas partículas como se fossem átomos para dar ares de ciência a nossa língua mãe?
Não quero responder enfatizando teorias, mas posso e quero dizer sobre o orgulho que sinto ao ler um texto bem escrito, uma argumentação em que a clareza do autor faz as frases parecerem poesia.
Sei que conhecer regras não nos faz escrever com sentimentos, mas penso que conhecer o funcionamento da língua nos permite escrever com clareza aquilo que sentimos.
Talvez isso por si só seja capaz de justificar o aprendizado das teorias.
Convido-os a seguirmos juntos nesse aprendizado.
Compartilho uma imagem que para mim é muito significativa.
Um abraço carinhosos e até a próxima

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sapato Novo

Encantei-me com um sapato novo.
Ele não traz os problemas dos sapatos antigos. O cheiro de novo, as linhas sem o amarelado do tempo, as fivelas brilhando e apertadinhas...ai que delícia!
Esquesci-me de que sapato novo machuca também, precisa ajustar-se ao pé e isso demanda tempo e até estar confortável ao pé,há de perder o cheiro de novo e o lustre das fivelas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Tenho encontrado toda sorte de aluno por essa minha vida atribulada. Cada vez que penso ter vivido o maior absurdo, novas situações me encantam.
Vou contar um absurdo bom e um absurdo ruim.Pode ser?
Estava em minha salinha de tutoria pensando na vida quando aparece uma senhora do curso de Estética que faz a disciplina de produção textual on line.
- Estou com dificuldade de acessar o ambiente?
_ Qual sua dificuldade? A senhora já cadastrou seu e-mail?
_ Minha filha, eu não tenho e-mail! Minha dificuldade é ligar o computador...risos.
Final feliz! Juntas fizemos o bendito e-mail e se hoje ela não é, ainda, a dona das postagens, faz o curso tranquilamente. Uma guerreira essa dona! Brasil de gente boa!
Mas, como nem tudo pode ser sempre bom...
Estou eu em minha salinha de tutoria pensando na vida...
_ Professora, quero saber o motivo do zero que a senhora me deu?(Como se a gente andasse oferecendo zero às pessoas)
- Bom, seu trabalho foi copiado de outro na internet, por isso não havia possibilidade de avaliá-lo.
_ Jura!! Não acredito!
- Está aqui, pode conferir...
_Mil perdões, professora, é que quem fez o trabalho foi o marido de minha colega e ele não falou nada pra gente.

Com essa, um beijo tchau!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu e meus pupilos

É sabido que aluno vai para a escola pensando em como irritar o professor, isso é fato, mas tem hora que até a gente se surpreende.
Estava eu em minha aula "perfeita" de análise sintática preocupada em elucidar para aquela turma as mil e uma maneiras que o assunto (sintaxe)que havia sido finalizado poderia ser cobrado no concurso.
"Se a pergunta for modificador, em geral a busca deve ser feita pelos advérbios ou adjuntos adverbiais, se for complemento, busque os objetos" e a aula seguia quente, todos participando, uma festa até que minha aluna pelinha(toda sala tem uma)fez cara de brava e perguntou: _Professora, eu não estou entendendo!
- Qual é sua dúvida?
- Por que a senhora não está anotando isso no quadro?
- Isso?
- As coisas que a senhora tá falando.
_ Sei(...), as definições dos termos? Modificador, complemento?
_ É, professora, pois cada matéria nova a gente precisa do conceito para poder estudar.
A turma caiu na gargalhada e eu simplesmente não sabia o que fazer.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mudanças na educação

Tenho de confessar que não aceito sem ressalvas o novo, olho desconfiada, cheiro, toco devagar, retraio-me e aos poucos vou me aproximando para ver se poderei ou não tentar conviver com o que me é apresentado.
Tudo bem, eu sou daquelas neuróticas que fica tentando se prevenir de tudo e todos que possam representar um perigo real ou imaginário, mas quanto mais olho para os resultados das mudanças na educação, mais acredito que, nesse caso, o novo não teve os resultados esperados.
O novo não deu certo!
Diz-se que o ensino da gramática deve ser a partir do texto de forma natural aproveitando os saberes do aluno, acredito e concordo, mas esse modelo funciona melhor quando o aluno vem de um ambiente que seja propício ao aprendizado.

É muito fácil despertar o prazer de ler em uma criança que cedo aprendeu com exemplos da família a amar os livros e as histórias presentes ali.
Aprender as formas geométricas a partir de brinquedos, as línguas a partir das viagens em família...
Mas, como contextualizar o aprendizado a partir do conhecimento prévio do aluno se quando ele acordar, desde sempre, vai sentar-se na rua descalso bebendo sua caneca de café(se tiver) para ver a mãe conversar com a vizinha sobre a tragédia que aconteceu na "comunidade" na noite anterior ou sobre o marido que mais uma vez chegou em casa e quebrou tudo ou sobre o baile que estava uma beleza, é pois dependendo da faixa etária, a conversa da mãe será sobre quantos homens ela ficou no baile no dia anterior.
Depois, irá jogar futebol até a hora de ir para escola almoçar e ouvir a professora falar das letras e os números.Isso dia após dia.

Será esse histórico que a criança/aluno trará para sala de aula.
Os alunos hoje não conhecem os contos infantis, não são capazes de perceber as intertextualidades quase explícitas que os textos trazem, pois nunca ouviram histórias como O patinho feio, A bela e a fera, O pequeno príncipe.

Isso não é uma metáfora e nem estou exagerando, essa é a realidade com que convivo quase que diariamente.
Penso que se não é possível o ensino ideal, por que não voltar ao básico com qualidade?
Por que não permitir ao menos que o aluno aprenda a linguagem formal em seu conceito básico e tradicional para que ele não seja tão discriminado?

De que adianta os livros afirmarem que aquela modalidade da linguagem que o aluno utiliza é uma variante da norma padrão, se ao utilizá-la muitas vezes será repudiado e ridicularizado pela sociedade.

É necessário que se reflita sobre o caminho que a educação seguiu e os benefícios que esse caminho trouxe, afinal, não conheço um professor do município ou estado do Rio de Janeiro que possa afirmar estar satisfeito com a evolução do aprendizado de seus alunos, e a maioria da nossa população estuda em escolas públicas.
Entristeço-me e penso em como contribuir para melhorar essa realidade.
Aceito sugestões.
AVS