terça-feira, 4 de outubro de 2011

Inquietude


Hoje refletia sobre como a vida oferece oportunidades de darmos novos rumos à nossa existência. Em geral quando essas oportunidades chegam, acovardamo-nos diante do medo de não nos reconhecermos nas transformações que se mostram possíveis.
Penso que não é o medo de ficarmos sós, ou de sentirmos saudades do emprego antigo que nos impede de seguirmos em frente. É o medo de não nos acostumarmos com a possibilidade de mudarmos sempre.
Isso é real, mas não é fácil de aceitar.
Buscamos uma constância, uma uniformidade de ações que permite aos outros nos classificar ou colocar em algum grupo: fulano é bonzinho, fulano é sacana, fulano é bem sucedido, cresceu no trabalho, fulano é cuca fresca(ai, que velho)....
Assim, se ficarmos em busca(sabe-se lá de que), corremos o risco de ficar no grupo dos não amadurecidos ou dos inconstantes e nesse grupo poucos querem estar. E a nossa reputação?!
Proponho um brinde àqueles que se permitem buscar, aqueles que se agarram as oportunidades de mudança sendo sinceros com sua inquietação interior.Um brinde aos que não tem medo de errar e seguem buscando algo que lhes faz diferentes.
Contudo, é preciso ser sincera, também não vejo mal algum em ser constante. Também admiro as pessoas que parecem viver em eterna calmaria, aquelas que encontraram um ponto de equilíbrio e seguem seu caminho sem grandes dramas ou inquietações, apenas fazem suas escolhas e convivem em harmonia com ela.
Deixe-me corrigir, um brinde a pessoa humana!

Um abraço ainda inquieto!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

E eu?




Cansada.
Essa palavra é a mais dita ao longo do dia por muita gente, mas essa gente toda anda cansada de que?
Cansada de levantar todos os dias e ir ao trabalho? Cansada de não ter dinheiro para fazer as coisas de que gosta? Cansada de não receber o amor que merece? Então morre!
Corro o risco de parecer intransigente e até rude, mas a vida é isso aí, minha gente,muita coisa para fazer.
Penso que o que podemos é tentar fazê-la melhor, mais leve.É olhar com benevolência para as coisas. Longe de mim ser uma otimista, aqueles que me conhecem sabem que também ando cansada(rs).
Ando cansada de tanta reclamação, tanto lamento, tanta falta de coleguismo. Geração mais egocêntrica essa!
Vamos olhar para o lado!
Vamos distribuir amor, compreensão. Olhemos para o outro como gostaríamos que olhassem para nossa pessoa.
Ontem um aluno saiu de minha sala aos gritos porque simplesmente não conseguia ouvir o que eu estava dizendo.
ELE tinha se aborrecido no trabalho, ELE estava defendendo os interesses da sala, ELE estava cansado para fazer a prova e ELE achava que eu deveria considerar essas informações(diga-se de passagem, só me foi informado posteriormente).
E eu?
Eu trabalhei a manhã inteira com dor,eu tenho prazo para postagem de nota, eu deixei meu filho com uma estranha para não faltar ao compromisso com a turma. E aí. como faz?
Não faz. cada um faz a sua parte com a maior boa vontade possível e tudo dará certo.
Fica aqui a minha solicitação: - Antes de gritar e esbravejar, peça com educação, talvez você consiga abrir mais portas. Antes de falar do seu grave problema ou do seu péssimo dia, tente escutar como foi o dia do seu interlocutor. Quem sabe tenha sido mais pesado que o seu.
Um abraço com o coração.
AVS

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O pedaço


Um a um os pedaços que faziam parte do que eu era foram caindo sem que eu pudesse fazer alguma coisa.
A tarefa agora muito me apraz. Começar um novo quebra-cabeça de mim...
Sejam bem-vindos todos aqueles que passarão a compor essa nova existência temporária de mim.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reflexão


Quero convidá-los a pensar comigo sobre o papel do aprendizado de língua Portuguesa em nossas vidas, brasileiros natos que somos essa prática não se justificaria.
Por que estudar teoria se há em nós uma capacidade natural em expressar-se em língua materna? Por que palavras e frases precisam ser despedaçadas em pequenas partículas como se fossem átomos para dar ares de ciência a nossa língua mãe?
Não quero responder enfatizando teorias, mas posso e quero dizer sobre o orgulho que sinto ao ler um texto bem escrito, uma argumentação em que a clareza do autor faz as frases parecerem poesia.
Sei que conhecer regras não nos faz escrever com sentimentos, mas penso que conhecer o funcionamento da língua nos permite escrever com clareza aquilo que sentimos.
Talvez isso por si só seja capaz de justificar o aprendizado das teorias.
Convido-os a seguirmos juntos nesse aprendizado.
Compartilho uma imagem que para mim é muito significativa.
Um abraço carinhosos e até a próxima

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sapato Novo

Encantei-me com um sapato novo.
Ele não traz os problemas dos sapatos antigos. O cheiro de novo, as linhas sem o amarelado do tempo, as fivelas brilhando e apertadinhas...ai que delícia!
Esquesci-me de que sapato novo machuca também, precisa ajustar-se ao pé e isso demanda tempo e até estar confortável ao pé,há de perder o cheiro de novo e o lustre das fivelas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Tenho encontrado toda sorte de aluno por essa minha vida atribulada. Cada vez que penso ter vivido o maior absurdo, novas situações me encantam.
Vou contar um absurdo bom e um absurdo ruim.Pode ser?
Estava em minha salinha de tutoria pensando na vida quando aparece uma senhora do curso de Estética que faz a disciplina de produção textual on line.
- Estou com dificuldade de acessar o ambiente?
_ Qual sua dificuldade? A senhora já cadastrou seu e-mail?
_ Minha filha, eu não tenho e-mail! Minha dificuldade é ligar o computador...risos.
Final feliz! Juntas fizemos o bendito e-mail e se hoje ela não é, ainda, a dona das postagens, faz o curso tranquilamente. Uma guerreira essa dona! Brasil de gente boa!
Mas, como nem tudo pode ser sempre bom...
Estou eu em minha salinha de tutoria pensando na vida...
_ Professora, quero saber o motivo do zero que a senhora me deu?(Como se a gente andasse oferecendo zero às pessoas)
- Bom, seu trabalho foi copiado de outro na internet, por isso não havia possibilidade de avaliá-lo.
_ Jura!! Não acredito!
- Está aqui, pode conferir...
_Mil perdões, professora, é que quem fez o trabalho foi o marido de minha colega e ele não falou nada pra gente.

Com essa, um beijo tchau!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu e meus pupilos

É sabido que aluno vai para a escola pensando em como irritar o professor, isso é fato, mas tem hora que até a gente se surpreende.
Estava eu em minha aula "perfeita" de análise sintática preocupada em elucidar para aquela turma as mil e uma maneiras que o assunto (sintaxe)que havia sido finalizado poderia ser cobrado no concurso.
"Se a pergunta for modificador, em geral a busca deve ser feita pelos advérbios ou adjuntos adverbiais, se for complemento, busque os objetos" e a aula seguia quente, todos participando, uma festa até que minha aluna pelinha(toda sala tem uma)fez cara de brava e perguntou: _Professora, eu não estou entendendo!
- Qual é sua dúvida?
- Por que a senhora não está anotando isso no quadro?
- Isso?
- As coisas que a senhora tá falando.
_ Sei(...), as definições dos termos? Modificador, complemento?
_ É, professora, pois cada matéria nova a gente precisa do conceito para poder estudar.
A turma caiu na gargalhada e eu simplesmente não sabia o que fazer.